terça-feira, 16 de agosto de 2011

A praça. . .

Desculpem-me ficar um tempo sem postar nada, mas esses dias não consegui pensar em quase nada de interessante. Segue abaixo um pequeno texto que eu fiz hoje. Não achei muito bacana, mas foi só para preencher espaço no Blog mesmo. . . kkkkkkk








Aproveitando o tempo que tenho, desci as quatro escadas brancas daquele local. Um prédio com paredes marrons e impregnadas de suor das pessoas quem sempre frequentavam o ambiente. O porteiro me deu um cigarro e disse que eu deveria correr, pois a chuva aproximava, então subi a rua e fui em direção a praça dos sonhos.
Em meu bolso havia um isqueiro preto com um adesivo do meu Zeitgeist, peguei o cigarro e logo acendi. Novamente andando para encontrar os meus companheiros de sempre. Me embriagando e fumando o cigarro de filtro branco. Ah. . . doce criança que eu vejo na minha mente, no momento quero tanto me encontrar com você e dizer todas as coisas que tenho pra falar. Heavy Metal is the Law toca no bar da esquina, pessoas bebendo Rum e comendo carne de porco.
Na praça dos sonhos o ambiente é a coisa mais Cyber Punk possível, mendigos tomando conhaque e jovens se drogando. Algo que estou acostumado a ver todos os finais de semana ou quando vou procurar trabalho, geralmente alguma caça. Novamente o espirito de Genghis Khan me domina. . . e a roda da vida girando naquela praça. . . 
Um pedaço de chicletes grudou na minha bota, meu cigarro acabou e o efeito do álcool estava só começando. Retirei o chicletes com uma moeda de 2 cashs e a joguei no lago. Uma menina se aproximou e me deu um beijo no rosto, dizendo que me conhecia . . . [provavelmente de algum trabalho anterior].
Jack, também se aproximou de mim e perguntou se eu queria trabalho novo, caça nova.


O dia estava ficando entorpecido, pessoas perto das latas de lixo. Algumas tinham ido embora e meus bolsos cheios de flyers. Meu corpo precisando de outro cigarro e álcool . . . novamente a roda da vida girando naquela praça. . 
Arbustos e o nevoeiro da madrugada, fantasmas e bruxas da noite. Meu senhor, não tenho forças para levantar, minha cabeça doendo e a doce criança na minha mente. Essa praça, aonde consigo ver todas as portas dimensionais quem podem me levar para vários lugares.


texto por Bruno Alvim

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