Aproveitando o tempo que tenho, desci as quatro escadas brancas daquele local. Um prédio com paredes marrons e impregnadas de suor das pessoas quem sempre frequentavam o ambiente. O porteiro me deu um cigarro e disse que eu deveria correr, pois a chuva aproximava, então subi a rua e fui em direção a praça dos sonhos.
Em meu bolso havia um isqueiro preto com um adesivo do meu Zeitgeist, peguei o cigarro e logo acendi. Novamente andando para encontrar os meus companheiros de sempre. Me embriagando e fumando o cigarro de filtro branco. Ah. . . doce criança que eu vejo na minha mente, no momento quero tanto me encontrar com você e dizer todas as coisas que tenho pra falar. Heavy Metal is the Law toca no bar da esquina, pessoas bebendo Rum e comendo carne de porco.
Na praça dos sonhos o ambiente é a coisa mais Cyber Punk possível, mendigos tomando conhaque e jovens se drogando. Algo que estou acostumado a ver todos os finais de semana ou quando vou procurar trabalho, geralmente alguma caça. Novamente o espirito de Genghis Khan me domina. . . e a roda da vida girando naquela praça. . .
Um pedaço de chicletes grudou na minha bota, meu cigarro acabou e o efeito do álcool estava só começando. Retirei o chicletes com uma moeda de 2 cashs e a joguei no lago. Uma menina se aproximou e me deu um beijo no rosto, dizendo que me conhecia . . . [provavelmente de algum trabalho anterior].
Jack, também se aproximou de mim e perguntou se eu queria trabalho novo, caça nova.
O dia estava ficando entorpecido, pessoas perto das latas de lixo. Algumas tinham ido embora e meus bolsos cheios de flyers. Meu corpo precisando de outro cigarro e álcool . . . novamente a roda da vida girando naquela praça. .
Arbustos e o nevoeiro da madrugada, fantasmas e bruxas da noite. Meu senhor, não tenho forças para levantar, minha cabeça doendo e a doce criança na minha mente. Essa praça, aonde consigo ver todas as portas dimensionais quem podem me levar para vários lugares.
texto por Bruno Alvim
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