quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Poema nada a ver

Como não tinha nada pra escrever e postar aqui, no belo dia de hoje . . .resolvi fazer um poema. Daí eu estava conversando com uma amiga no MSN. . .e fiz esse poema "nada a ver". Espero que gostem ^^


Céus, tempo que não saí desse lugar para respirar um ar,
passando minha mãos na poeira que tem nesse pilar
O templo era gigante e eu não sabia por onde andar
sementes dos Deus me faziam despertar.


Meus Deus, como ela é inocente
nem entende como eles se sentem,
tem cara de ilhama mas na verdade me ama
Oh Camila, oh Camila. . . você tem problema
não admite que consegue fazer esse dilema.


E aquele Lucky Strike de menta, que vc fez eu parar de fumar
aí me arrebenta. Fazer o que eu não quero e ficar longe de cheirar.
É tudo a mesma coisa, me faz bem
sendo assim eu não passei em Belém


Já é de noite e eu estou atoa 
seria melhor fazer coisas mais de boa,
O vento do leste vem tocando
aquela canção que eu disse trollando.
Todos os dias você me faz ficar cansado
tenho que trabalhar e estou arregaçado


Novamente você achando que faz rima perfeita
sendo que isso não passa de jogo de adoleta,
Eu faço o melhor, porque aprendi a mitar
nem a minha cachorra que está a espirrar.
Oh Camila, oh Camila. . . você tem mãos branquelas
e nunca tente fugir de banguelas ^^


Uma noite de sono boa, eu não terei
mas só de saber que conversei com vc, eu me reanimei
Uma boa noite de sono, eu desejo a você
pois eu nem vou dormir se não escrever 




texto por Bruno Alvim

sábado, 3 de setembro de 2011

Pensamentos de uma época feliz

Um jovem, sentado no banco que ficava em frente de sua casa, olhando para um pacote de rosquinhas de nata. O vento não dava sinal de vida, local parado, nenhuma voz ou até mesmo sons de passarinhos. Sem saber o que fazer, o jovem levantou-se, abriu a porta de casa e entrou.
A casa era simples, paredes de madeira [aparentemente velha] cheia de cupins, teto mofado e alguns tacos faltando no chão áspero e sujo. Alguns vasos de flores tentavam enfeitar ou decorar a casa velha, mas o ambiente era triste e sem ar de graça. Novamente o jovem caminhou, desceu a escada que levava ao porão, abriu uma porta de madeira com maçaneta enferrujada.


O porão era o local mais interessante daquela residência. Parecia ser um local de meditação, usado por aquele jovem que sempre ficava alí. . .parado e observando o tempo. Depois de abrir a porta tocou no interruptor, ele deu quatro passos em direção a um toca fitas, apertou play e sentou em uma cadeira. La Villa Strangiatto tocava, pegou um livro empoeirado e retirou algumas teias de aranha. Assoprou e abriu.
A expressão facial dele mudou, do rosto triste para um rosto curioso, procurando por alguma coisa. . . talvez uma pessoa. O som que tocava fazia ele chorar, lembrar do passado, das coisas boas que conseguiu fazer e pessoas boas que havia conhecido, inclusive daquela menina branca de olhos claros e cabelos castanhos. 


Sonhando. . .era verão, sentado na sombra de uma árvore. A menina começou a cantar, levantou e deu dois passos. Olhando para o jovem ela sorriu. . . sumindo, como se fosse um daqueles pensamentos que assistimos nos filmes.
Ele fechou o livro, levantou e apertou stop no toca fitas. Olhou para o porão pela ultima vez, novamente tocou no interruptor, fechou a porta e subiu as escadas. . .




  "Uma pequena lembrança das minhas férias, na época que eu estava deprimido, sem noção das coisas que eu perdi lá fora. A menina era alguém que amei, uma pessoa doce, que não sabia o que era maldade. Me fez feliz. . .até eu perde-la. . . 
tentei recuperar a época feliz, me trancando dentro de casa, visitando o porão daquela casa velha e olhando para o livro empoeirado. Não foi fácil."


texto por Bruno Alvim